Projeto Majestic 12 - Obscura Verdade

Apenas os Pequenos Segredos Precisam ser Guardados, Os Grandes Niguém Acredita - Herbert Marshall

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26 de jan. de 2015

Projeto Majestic 12


Nos anos 1940 surgiram vários relatos de contatos com seres extraterrestres e suas tecnologias. Soviéticos, estadunidenses e nazistas supostamente teriam interagido com alienígenas em diferentes níveis. É a década em que se cria no imaginário popular a cultura dos UFO’s. Há quem diga que os nazistas tiveram acesso à tecnologia extraterrestre e a utilizava para fabricação de seus artefatos militares. No entanto, como eles foram derrotados na Segunda Guerra Mundial, não houve tempo para que concluíssem seus estudos e produções.

O fim da Segunda Guerra Mundial deixou a disputa entre Estados Unidos e União Soviética. O conflito ideológico que configurou a chamada Guerra Fria polarizou o mundo entre essas duas potências que buscavam demonstrar a capacidade que cada uma possuía para superar a outra. As décadas seguintes marcariam uma intensa disputa tecnológica que envolvia diretamente a conquista do espaço, levando o homem para fora da atmosfera terrestre e à Lua. Foi um período muito fértil para criação de lendas e especulações sobre atividades alienígenas na Terra.

O projeto Majestic 12

Do lado estadunidense, criou-se supostamente um comitê formado por 12 pessoas. O chamado Majestic 12, “Majic 12”, “MJ-12” ou “MJ-XII”, que seria constituído por cientistas, militares, altos funcionários do governo e até mesmo o presidente dos Estados Unidos na época de sua fundação, em 1947, Harry S. Truman.

O Majestic 12 seria um comitê de alto gabarito com a finalidade de investigar a atividade dos Objetos Voadores Não Identificados (OVNI’s). Sua formação teria sido decorrente dos relatos que se popularizaram sobre uma suposta queda de uma nave espacial alienígena no Novo México, em julho daquele mesmo ano. O Majestic 12 é ligado ao início de uma das maiores teorias da conspiração que permeiam o imaginário estadunidense, a ocultação dos fenômenos UFO e dos acontecimentos vivenciados com OVNI’s. Esta questão é muito marcante na cultura dos Estados Unidos, sempre retratada em séries de TV, filmes e livros. Nas décadas seguintes, criar-se-ia também o temor pela invasão alienígena, o que, na verdade, tem sua origem na alegoria da invasão do socialismo.

De acordo com ufólogos, físicos e historiadores, o Majestic 12 seria um comitê responsável pela divulgação de diversas teorias um tanto malucas, cujas finalidades seriam as ocultações e a ridicularização de diversos acontecimentos decorrentes das ações de discos voadores e/ou supostos seres inteligentes de outros planetas. A divulgação destas teorias na grande mídia e, agora, na internet teria como objetivo colocar a sociedade contra tais estudiosos e investigadores, tidos como “loucos e inconsequentes” etc.

Em 1980, durante sua pesquisa para um filme sobre ÓVNIS, o produtor de cinema Jaime Shandera estabeleceu vários contatos no âmbito militar. É possível que algumas destas pessoas com informação privilegiada tivesse passado para ele os documentos do Maiestic12? As análises demonstram que um memorando do MJ12 foi impressa sobre papel cebola, muito utilizado pelo governo dos EUA entre 1953 e 1970. Conhecido em ufologia como "documento Cutler-Twining’. Este memorando foi encontrado no Arquivo Nacional, depois que Bili Moore recebeu um cartão postal dizendo onde ele estava escondido.




Investigações do FBI
O Majestic 12, contudo, foi investigado pelo FBI em ação independente do agente Joe Nickell, famoso por seu ceticismo em relação a fenômenos paranormais. Sua investigação constatou que os documentos que retratam atividades do Majestic 12 são falsos, baseando-se, principalmente, na averiguação de que a assinatura do presidente Harry Truman foi fotocopiada e utilizada pelos falsários em seus documentos. Joe Nickell e outros pesquisadores identificaram os supostos integrantes do comitê. Alguns, inclusive, afirmam que Albert Einstein estaria entre eles.

Membros do grupo
Segundo os historiadores dos movimentos ufológicos, os primeiros membros do comitê foram os seguintes: Roscoe H. Hillenkoetter, Dr. Vannevar Bush, James Forrestal, Gen. Nathan Twining, Gen. Hoyt Vandenberg, Gen. Robert M. Montague, Dr. Jerome Hunsaker, Sidney Souers, Gordon Gray, Dr. Donald Menzel, Dr. Detlev Bronk e Dr. Lloyd Berkner. De acordo com outras fontes, alguns cientistas famosos, como é o caso de Albert Einstein, também estavam envolvidos no Majestic 12.




De acordo com os grupos ufológicos atuais, o Majestic 12 permanece em ação através de agentes do FBI e da CIA, inclusive fora do país (Estados Unidos). Entretanto, a MUFON, rede de colaboração de especialistas que tentam identificar tais avistamentos e testemunhos de contatos, não crê que o comitê atue com tanta força atualmente, como fora, principalmente, nos anos 60 e 70.

Já de acordo com os historiadores, há muito mais por trás do Majestic 12: o cenário de sua criação era o da Guerra Fria – conflito ideológico e político entre os Estados Unidos e a União Soviética, entre 1945 e 1989. Portanto, o que poderia ser uma investigação ufológica, também poderia ser uma investigação militar com fins políticos para descobrir se o equipamento acidentado tinha origem soviética e, assim, descobrir tipos de engenharias deste “inimigo”. É uma das propostas coerentes para este comitê, se é que ele realmente existiu um dia, principalmente naquela época de acirramento político mundial.

Entre os ufólogos, as opiniões se dividem. No campo "pro-Majestic" existem pesquisadores, como o físico nuclear Stanton T. Friedman, que dedicou mais de dez anos ao assunto, e os ufólogos Bill Moore e Jaime Shandera. Para aumentar o mistério que rodeia o Majestic-12, durante os últimos anos chegaram outros pacotes às caixas de correio dos pesquisadores. O primeiro era um cartão postal enviado a Bill Moore em 1985. O remetente seria da Nova Zelândia, e aconselhava que Moore procurasse nos Arquivos Nacionais dos Estados Unidos alguns fichários recém-arquivados. Moore e Shandera fizeram a busca, e encontraram um memorando que confirmava a existência do MJ12, escrito por Robert Cutler, assessor especial de Eisenhower na Segurança Nacional e dirigido a Nathan Twining, chefe do Estado Maior das Forças Aéreas dos EUA.

Entre 1992 e 1996, outro ufólogo recebeu vários documentos relacionados com o MJ-12, e os mostrou a Friedman. Foi comprovado que dois documentos eram verdadeiros. O primeiro é uma ordem breve dirigida ao general Nathan Twining (um suposto membro do MJ-12), concernente a suas atividades durante a viagem que fez no mês de julho de 1947 ao Novo México, o local onde supostamente o disco voador havia se acidentado.

O segundo documento é um memorando para o presidente Truman, ditado pelo ministro de Estado George C. Marshall e dirigido ao vice-ministro. Embora não seja mencionado diretamente o MJ-12, o cabeçalho é: "NUJIC EO 092447 MJ-12".


A Última Evidencia
O documento do MJ-12 mais escandaloso foi enviado por correio em 1994 a Don Berliner, um veterano ufólogo e escritor científico. O anônimo rolo de filme continha vinte e três páginas de um "Manual de Operações do Grupo Especial Majestic-l2", com data de abril de 1954. Era um detalhado manual de instruções intitulado: "Entidades e Tecnologia Extraterrestres, Recuperação e Destruição".

Como a maioria dos documentos do MJ12 são reproduções, não é possível analisar nem o papel nem a tinta originais. Porém, existem muitos detalhes objetivos que podem ser comprovados, como as qualificações dos doze membros do comitê, as datas das reuniões e a legitimidade das assinaturas.


Evidentemente, o MJ-12 era um grupo muito seleto: além do ministro de Defesa, Florestal, haviam três diretores do serviço secreto, um general das Forças Aéreas, um general do Exército, o ministro do Exército e cinco dos cientistas mais influentes dos Estados Unidos. Tratava-se da elite das comunidades militar, científica e de informação dos Estados Unidos. Se alguma vez existiu um grupo governamental altamente secreto relacionado com OVNIS, poderia ter sido este.

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